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http://www.autarquicas2009.mj.pt/index.h
O nosso José João Corvo encontra-se neste momento a braços com outras lutas, outros combates, onde aquela força e aquele dinamismo que tão bem lhe conhecemos vão ser testados até ao limite para que no fim desta história toda fique apenas isso mesmo: uma história, nada mais, uma história e um final feliz para mais tarde recordar. Pois daqui desta Vila Real do Marquês segue humildemente neste post toda a solidariedade do mundo num forte abraço ao Zé, com os votos de rápidas melhoras.
Foi com alguma candura, até, sobretudo com o à vontade de quem se permite fintar o fisco e fugir à colecta autárquica com a mesma naturalidade com que espera evidentemente ficar impune, que Jovita Ladeira confessou a um desses inquéritos inocentes de um qualquer jornal diário o facto de estar a viver em Monte Gordo num espaço alugado com vista para a praia. Daí até um leitor mais curioso começar a juntar dois e dois foi um ai e em dois ou três ais se chegou à conclusão óbvia: Jovita está a habitar uma casa que não tem alvará de licença de utilização para habitação.
O jornal 'i' resume a história, e bem: "o espaço, a fracção autónoma "O" do número 53 da Rua Dom Francisco de Almeida em Monte Gordo, foi comprado pelo marido da ex-deputada, Joaquim Anastácio (com quem está casada em comunhão de adquiridos) com a classificação de arrecadação, em 2007, e assim continua até hoje. Mas a candidata à câmara usa o espaço, com 152 m2, como habitação, assegura um vizinho ao i. Outra fonte assinala a existência de uma parabólica e de caixa de correio para o andar que corresponde à arrecadação". Estes são os factos. Com a proximidade do acto eleitoral e tendo em conta a habitual guerra de bastidores que rodeia as campanhas rivais, é natural que as pessoas queiram saber qual é a importância real desta revelação, o que significa ela na prática e o que nos diz a todos nós, votantes, acerca da personalidade desta candidata que se propõe cuidar dos destinos deste concelho, depois de eleita pelo povo. Pois bem, em termos práticos e à luz de uma análise fria dos factos, deixando de lado toda e qualquer consideração de ordem moral ou juízo de valor, a atitude de Jovita Ladeira configura de facto um ilícito punível por lei. Porquê? Porque perante as Finanças a casa em causa é avaliada como arrecadação e tem assim um valor patrimonial diferente, pagando impostos também com valores diferentes.
Concretamente e segundo a escritura, a arrecadação tinha um valor patrimonial, à data da compra, de 26051,61 euros num prédio onde um dos andares - um T1 com vista para o mar - está à venda por 190 mil euros, segundo uma agência imobiliária contactada pelo i. A diferença do valor patrimonial dos imóveis faz a diferença no cálculo do Imposto Municipal sobre Imóveis, aplicado sobre todos os imóveis e pago às autarquias. E basta fazer as contas para ficar a saber quanto custou ao erário público essa diferença, que se ficou pelos bolsos deste casal de políticos socialistas em vez de entrar nos cofres do mesmo Estado que tanto defendem em teoria. Ou seja, se toda a gente seguisse o seu exemplo Jovita teria muito menos receita na autarquia que pretende governar se ganhasse as eleições, o que já de si seria uma notícia e pêras. Mas a grande notícia é agora sem dúvida este facto comprovado da própria candidata achar natural e compreensível que as coisas sejam assim e de dar até o exemplo com a sua trafulhicezinha pessoal. Ora aqui está uma política popular, digo eu. E se dúvidas houvesse bastava ir olhar os cartazes do PS que estão afixados por todo o concelho e ler o que eles dizem em letras gordas, bem grandes para se verem bem ao longe: seriedade, honestidade, transparência e rigor, promete lá Jovita com um sorriso. E a gente acredita, pois claro, se é a senhora que diz.... Mas eu cá continuo a achar que melhor que dizer é fazer, ainda assim. Mesmo que saia um bocadinho mais caro, na circunstância.
Está quase no final mais esta corrida eleitoral para decidir quem são os autarcas que vão dirigir o país, a nível local, nos próximos quatro anos. Pois por esta Vila Real do Marquês a questão aparenta estar resolvida ou quase, ou seja, Luís Gomes deverá suceder a Luís Gomes na presidência da autarquia, por expressa e maciça vontade popular, a ver vamos se será assim no próximo domingo. Mas antes temos a recta final das promessas e explicações, com as derradeiras concentrações de apoiantes a acontecerem nesta quinta-feira, pelas 21:00h em VRSA, junto ao Intermarché, onde decorrerá um grande comício com a presença do candidato. E na sexta-feira a marcação ficou feita no mesmo local, para a concentração de todos aqueles que se quiserem juntar à caravana de encerramento de campanha que dali partirá para percorrer as ruas da cidade, antecipando a festa que se deseja venha a acontecer no dia 11, para bem de todos os habitantes deste concelho. Toda esta informação e muita outra relativa à campanha deste candidato está presente no site de campanha de Luís Gomes, em http://luisgomes2009.com/, juntamente com a agenda de campanha e programa eleitoral. A merecer uma visita, nem que seja só para aquilo que o povo costuma dizer: ver como é para contar como foi.
À medida que a campanha eleitoral vai avançando e o dia das eleições se vai aproximando vai ficando clara a posição que ocupam cada candidato e cada candidatura no sentir popular. Assistir a uma acção de rua da campanha de Luís Gomes, por exemplo, é algo que nos dá uma pequena noção do carinho que as pessoas dedicam ao autarca que as tem acompanhado de perto ao longo destes quatro anos que passaram e não apenas agora, quando todos os votos são precisos e os políticos descem finalmente dos seus gabinetes para arriscar o contacto com as populações. Com Luís Gomes não foi assim ao longo do mandato e por isso ele é agora o maior beneficiado com os resultados da sua opção de governar perto das pessoas e para as pessoas. Um exemplo que seria bom que fosse seguido por todos os candidatos, presentes e futuros, em todo o país. Porque só assim se mudará alguma coisa na política autárquica em Portugal.
(Eleições legislativas: resultados finais para Vila Real de Santo António)
E pronto, lá vamos nós outra vez! É o Fernandes taberneiro, ora pois claro, quem mais havia de ser, ó gente da minha terra?! Desta vez deu-lhe uma coisinha má, tadito, quando leu as 'Contas de um rato de taberna ' e lá pela décima leitura começou mais ou menos a perceber, com dificuldade, o que lá vinha escrito!! Foi de tal calibre o esbraseanço do pobre com aquilo que lia que às tantas bateu co' a porta da taberna e sentou-se numa mesa de canto, tadito, de língua de fora e fumo a sair pelas orelhas, na frente um papel e na mão um lápis tão roído como ele próprio. E por lá ficou, pensando, pensando, pensando... e enquanto não lhe saiu esta espécie de resposta, fraquita como o costume, acho que não houve nem bjecas nem vinho a copo para ninguém lá na tasca, auguente-se a freguesia! E tudo isto para no fim acabar por publicar que afinal se lembra de cavalos sempre que pensa em mim, o que é mais um coice do que uma surpresa propriamente dita, enfim... mas adiante, vamos às contas que esse é que é o assunto e não a ofensa gratuita, diria eu. Só que para além desta e de mais uma ou duas das palermices habituais nesta peça d'artilharia ligeira, pouco mais lá vem de interesse em termos de conteúdo, essa é a triste verdade. A não ser, claro, a sua explicação pessoal para o alarido todo que anda a fazer com os tais documentos, essa sim digna de registo e transcrição, ora vejam: «Trocando isto por miúdos pois parece que para si têm de ser assim, existe a obrigatoriedade (própria de um Estado Democrático) de os órgãos em que intervêm dinheiros públicos prestarem contas. Nas sequência disso a SGU prestou as suas contas e nos dados espelhados nas mesmas, para além de outros que também podem ser alvo do discussão, o Passivo da SGU no final de 2008 era de 55.167.385,58€.» E pronto, aparentemente esgotam-se por aqui os motivos para a socialista indignação deste taberneiro das tangas. Ou seja, tal como eu dizia a montanha pariu um rato, e dos pequenitos. Pois se por um lado o homem reconhece que existe a obrigação legal das empresas municipais prestarem contas, como é que por outro lado faz tamanha escandaleira à roda dos comprovativos do efectivo cumprimento dessa obrigação? Serão os valores em si que tanto o perturbam? Será caso de serem muitos números, zeros a mais, muita areia para o seu triciclo, de serem os milhões que afinal lhe fazem confusão naquela cabecita pequenina e tacanha de aldeão maldicente? Para mim é provável, talvez o mais certo, até. Porque o claro objectivo final de toda esta intensa campanha de pressão com as contas da autarquia e prestação financeira deste executivo, tudo em vésperas de eleições e num cenário claramente favorável a Luís Gomes (obra e carisma inegáveis mais a igualmente inegável ausência de alternativa credível) é tão somente conseguir criar alguma dúvida num eleitorado que tem maioritariamente uma sólida certeza, preciosa nestes tempos incertos: sabe o que pode contar com esta equipa, sabe o que esperar deste presidente. Sabe que a explicação para o crescendo destes números que tanto assustam a má-língua cá da terra mora na obra que está à vista, imensa para apenas quatro anos de trabalho (e no entanto que diferença, meu Deus, no tratamento das pessoas e no apoio social, nos equipamentos e infra-estruturas, no ambiente, em tudo afinal...). E sabe também, por recente e dolorosa experiência própria, o quanto lhe pode custar, em anos e anos de atraso e sub-desenvolvimento, dar ouvidos quer ao canto das sereias, quer aos bitaites ignorantes dos taberneiros que em português rasca assim debitam as suas frustrações: «Falando numa linguagem mais de taberna, sabe que eu começo a achar que essa sua persistencia com o "português" parece um bocado conversa de merda de quem não têm por onde se agarrar». Os senhores percebem agora o que eu quero dizer, não percebem? É deixá-lo, tadito, tem direito à vida como toda a gente, isso nem se discute. Mas daí até levá-lo a sério vai uma distância muito grande, convenhamos, que nesta coisa da política autárquica (como em tudo na vida, de resto) cada um é para o que nasce: uns para a nobreza dos salões do poder, outros para a rataria das tabernas da má-língua, triste e definitivamente.
Com o aparato de quem descobriu a pólvora e depois de muito estimular e encorajar a bufice e a prática de espionagem política com acentuada influência partidária, o taberneiro do costume publicou no seu blog dois posts com aquilo a que chama em título "As contas da SRU" e "As contas da SGU" e que, embora não se perceba bem o que sejam exactamente, aparentam ser informação interna de cariz financeiro relativa às duas empresas municipais de VRSA. E faz mais, o tal da taberna: como parlapié de chacha à guisa de introdução aos tais documentos que mal se entendem e em vez de explicar de que se trata afinal e onde está a notícia ou o alegado escândalo que justifique tanto teatro, este fala-barato escreve em mau português o seguinte texto, verdadeira pérola do nonsense: «O prometido é devido e foi-me enviado pelo comentador "RJ" as contas da Empresas Municipais a aqui publico. A qualidade não é melhor mas os cépticos certamente terão oportunidade de ter ido a cuba pelo que não duvido das capacidades visuais». Os senhores percebem alguma coisa destas frases sem nexo? Trata-se de uma gracinha, de uma piada? Será palermice, apenas? Será uma acusação? E uma acusação de quê, exactamente, porquê ou para quê? E o que dizem as tais contas, afinal, onde está a escandaleira, a trapaça, lá o que raio seja e que tanto incomoda este incansável Fernandes taberneiro, alguém me explica?
Provavelmente a verdade é não haver nada para explicar, no fundo e como o costume. Tudo o que há para ver está à vista nesta produção pseudo-literário-investigadoro-denuncian
"O município vilarealense está endividado em quase 80 milhões de euros", garante o PS, que em nota de imprensa acrescenta ainda que "as despesas subiram em flecha com a entrada do actual executivo, provocando uma situação de ruptura eminente". É assim, com este alerta de catástrofe previsto para assustar a populaça, que a candidatura de Jovita Ladeira retoma o discurso de sempre do endividamento e das contas da autarquia, sobre as quais lança uma suspeição de gestão danosa para fazer conversa de campanha, por falta de discurso alternativo ao boato maledicente. Mas lá pelo meio destes números, que Jovita atira como foguetes em dia de procissão, encontra-se o mais apetecido de todos, a meu ver, aqui: «a dívida total da autarquia era de 7.817.678,88 euros, em 2005, quando o actual executivo tomou posse». Ora aqui está um bom tema de conversa com muito, mas mesmo muito por dizer, suspeito. Este sim, é um número a fixar, pois tanto rigor, levado às décimas de centavo, só pode ser indicador de uma gestão igualmente rigorosa e competente, de quem em 2005 terá decerto deixado a Câmara em excelente situação financeira e sem a mais pequena sombra de pecado. Não acham? Ou então trata-se de outro tipo de indicador, daqueles que indiciam grossa marosca vinda de quem sabe bem que o buraco deixado pelo anterior executivo não só passava os 20 milhões de euros, em vez dos tais sete e muito que agora apregoam, como ainda incluía muita factura de cambalacho que até hoje está por esclarecer, pese embora já estarem todos pagos, tal como os salários e horas extraordinárias de trabalhadores da autarquia que estavam por pagar, mais muitos, mas mesmo muitos outros calotes que já não existem, a bem do bom nome da Câmara Municipal de VRSA. Estão todos pagos pela Câmara Municipal de VRSA. Esta Câmara, de hoje. A mesma que esta malta ex-Murta acusa agora de estar endividada por ter muitas, muitas despesas...
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